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Quando eu nasci meu pai me rejeito. Fui espancado a infância intera pela minha mãe. Aos 15 anos a cocaína me acolheu, e o rock and roll me fez surgir das cinzas. Assim como a ave fênix saiu do fogo. Eu sou o deus do meu mundo. Eu faço tudo o que eu quiser. Sou a vida e a morte, uma fabrica de sonhos ao luar.
Agora aos vinte eu só sei fugir. Daqui pra lá de lá pra cá, como um desesperado. Costumo sempre dizer “sorte que não amo, mas estou sendo amado.” Nem sempre é assim, mas como eu que escrevo, eu decido o certo ou o errado. Ninguém poderia ter opinião formada, sobre nada. Tudo é teoria de alguém, nada mais é novo. Tudo cinza como fumaça de cigarro. Sem amor, insípido, morto e chato.
Desse jeito, eu enxergo o agora. Porque daqui a 3 segundos se eu estiver vivo, ou sobrevivendo. Isto será o agora e não o futuro. O amanhã é um sonho, apenas isso. O reflexo do seu pensamento, sendo ele positivo ou não. A uma grande diferença entre viver e sobreviver. Creio que na maior parte do tempo, eu estou entre os sobreviventes. Não queria, juro que não. Mas essa grande patente entupida, que definiram como vida, me leva a isso.
Não há como trabalhar como um cavalo de madeireira, e ser feliz. Talvez eu devesse estudar, ter um futuro. Opa esse não sou eu. Não é no que acredito, nem mesmo o que consigo suportar. E no que eu acredito? Posso dizer que no amor, nas coisas mais banais. Em como um banco de praça pode ser depressivo, ou até mesmo albergue. Música, essa realmente me fascina. Acho a música tão humana que poderia ser minha mãe. Sempre achei que eu fosse adotado. Mas já me provaram que não.
Há tantas coisas boas para se fazer. Que passam despercebidas, no meio das contas de telefone, aluguel, água e luz. As mais estúpidas preocupações são o que realmente importa, afinal eu procuro a felicidade nas pequenas coisas. Depende muito do que é estúpido. Hoje é estúpido falar de amor. Cantar na chuva, brincar com um velho toca discos de vinil. Pra maioria das pessoas com seus móveis e eletrodomésticos sofisticados isso deve ser algo meio sem graça. Mas, no entanto eu me divirto muito observando com as pessoas agem e magoam umas as outras sem nem notar.
Confesso que na maior parte do tempo às pessoas me assustam. Principalmente quando me bate um vazio que preciso suprir com algo, e tudo que eu vejo são pessoas. Meu deus que tortura, eu gostaria de saber por que sou desse jeito. Cara já andei por tantos buracos diferentes, falei com tantas pessoas estranhas. Mas ainda assim não aprendi como lidar com elas. Ouve um tempo em que eu não sabia ficar sozinho. Hoje eu vejo que a solidão é feita por uma porção de sentimentos, e os meus estão longe de estarem na companhia de outras pessoas. Uma casa vazia pode ser deprimente. Mas com um bom violão afinado e a geladeira cheia de cerveja e comida, as coisas podem ficar bem melhores. A questão é, o que realmente me faz feliz?
Posso buscar tudo que eu quiser. Posso ser o que eu quiser. Posso ter o que eu quiser. É claro que tudo tem um preço, uma questão de esforço e amor próprio e toda essa babaquice. Que agente lê, escuta ou vê na televisão. Um bom filme pode me impressionar tanto a ponto de eu ter um ídolo. Uma boa musica ou bom livro também. Como quem define o certo e o errado sou eu. Sei que somos o que vivemos ou fomos forçados a viver. E desse jeito que eu consigo distingui, o que é bom do que é ruim. Gostos e cores não se discutem. Odeio ter que admitir mas o sr. Egocêntrico que invento isso estava certo.
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